domingo, 18 de maio de 2014
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Porco na Cena #40 - Sub Pop Festival

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Os anos 90 já passaram a muito tempo, mas a sua música continua sendo cultuada, e os fãs da década tiveram uma ótima noticia quando souberam que a Sub Pop teria seu primeiro festival no Brasil, a iconica gravadora que lançara o Nirvana e grande parte das bandas de destaque da época viria para cá trazendo consigo o Mudhoney, talvez a referência mais viva do Grunge nos tempos de hoje, juntamente da molecada barulhenta do Metz e do Obits, banda nova formada apenas por veteranos de primeira categoria.

O Sub Pop Festival seria como um teste da nova casa de shows de São Paulo, a Audio Club, que inaugurou recentemente e ainda está em seus primeiros eventos. E a surpresa ao entrar foi completamente positiva, a casa que aparentemente pela fachada aparenta ser pequena, por dentro possue vários ambientes e uma pista principal bem espaçosa. O fumodromo é extremamente atraente, espaço externo com bar, e árvores decorativas, um dos mais bonitos que já vi. A pista com espaço para até 2500 é de primeiro mundo, também muito bonita, e a acustica da casa não deve em nada ao resto.

A primeira banda da noite a entrar no palco foi o Obits, que só depois naquela noite eu iria descobrir que seu vocalista era Rick Frosberg, responsável por capitanear o Drive Like Jehu, banda seminal do Post-Hardcore americano. Uma mistura de post-punk com garage rock e pegada folk dava o gás no som, o público ainda parecia um pouco deslocado, alguns aproveitavam a area externa do fumodromo da casa para conversar, alguns outros ainda estavam na parte de fora da casa esperando para entrar mais próximo da hora do Mudhoney, os grandes da noite. O show de cerca de 1 hora do Obits foi bom, muito bom e abriu majestosamente a noite.


Tempo para conversar com os amigos e tomar uma cerveja, a noite estava bem agradável, e a seguir viria o Metz. E que surpresa. Já era sábido de antemão que o show do Metz, banda Canadense que teve seu debut em 2012 era intenso, mas não se esperava tanto. Uma mistura do hardcore do black flag, com o noise típico de bandas dos anos 90, som pegado, gritado, barulhento, não demorou pra um belo moshpit agitar na frente do palco, e por toda a pista que já estava bem mais cheia do que no show do obits, era possível ver o publico empolgado, pulando, gritando e balançando a cabeça, uma hora de pancadaria, até mais um intervalo agradável para trocar ideia com os amigos.

A madrugada já havia chego, e com ela o Mudhoney, a casa já estava surpreendentemente cheia e ansiosa a espera do quarteto de Seattle. E foi com Slipping Away, faixa do disco mais recente Vanishing Point que eles abriram o show, e a multidão já se agitava, pulando, braços pra cima e cantorias tomavam o publico, feliz ver como um disco novo de uma banda antiga emplacou bem, Vanishing Point empolgava como se já fosse clássico. E o show percorria bem, empolgante, Mark Arm performer como sempre, mas incrivelmente o show foi se tornando incrivelmente catártico e caótico, de grunge se tornou em um show de puro hardcore, e metade da pista se transformou em um enorme e violento moshpit lotado de pessoas empolgadas berrando refrões raivosos como TOUCH ME I’M SICK. Mas o bicho pegou mesmo foi no Bis, a banda que já havia tocado 20 músicas, voltara para mais seis, e voltaram quebrando tudo com Here come the Sickness, When Tomorrow Hits e I’m N Out of Grace, depois foi só celebrar com covers para encerrar essa excelente noitada com Fang, The Dicks e Black Flag para terminar a destruição.

A cara de todos ao final do show era de extase e cansaço, todos suados no sereno da fria noite paulistana, mas a feição de felicidade de cada um resumia bem o que havia sido aquela noite.














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