quarta-feira, 18 de junho de 2014
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Jesper Munk – For In My Way It Lies

1 comentários

Gênero: Indie Rock / Blues / Soul / Folk
País: Alemanha
Ano: 2013

Comentário: Graças ao Spotify (muitos obrigados a chegada desse aplicativo no Brasil, aliás) que conheci o Jesper Munk. Garoto nascido em 92, de Munique, na Alemanha, que apesar da pouca idade, já demonstra uma maturidade imensa em suas composições e sonoridade.

Logo em “Hungry For Love”, já vemos a raiz indie rock do álbum vir a tona. Uma guitarra muito bem marcada, o vocal semi-rasgado de Munk, um típico tom de rebeldia e descontrole na proporção certa e uma letra, de certa forma, visceralmente animalesca; fome de amor, por amor – uma boa letra em uma sonoridade quase agressiva, uma aglutinação perfeita para o estilo de Munk.

O garoto recorre muito ao blues também, só para exemplificar, citarei aqui, “Lady River Song”. Se na faixa anterior Jesper demonstra toda sua agressividade, nessa vemos uma entrega total da extensão de sua voz em comunhão com um puta instrumental. Fazendo coro com “Lady River Song” temos “Drunk on You”, de certa forma assemelha-se a uma baladinha com reminiscências de blues/folk (tal qual “You Won't See Me Go”, mesmo que essa carregue algo mais swingado.) e “Blue Shadows”, última faixa do álbum, na sequência de “Lady River Song” que se utiliza muito bem da guitarra, baixo e vocal, uma tríade de quase suprema excelência para encerrar o álbum.

Uma curiosidade sobre o “For in My Way It Lies”, o título do álbum fora retirado da primeira cena do terceiro ato de Macbeth, de Shakespeare, tentei fazer algumas associações do álbum com a tragédia shakespeariana, suas significações e personagens e talvez acha alguma semelhança entre esse amor e poder e o amor ao poder. É que no álbum de Jesper vemos um lado mais velado, um caminho que deve ser percorrido, de mentiras, ilusões e amores, bem não sei, mas fica como devaneio semi-filosófico por aqui.

Voltando ao álbum, ele tem faixas muito boas “Timeless Throne” evoca uma áurea soul para a sonoridade de Munk, enquanto “Blood or Redwine” tem algo de folk rock em sua essência – o álbum é bem heterogêneo, mas todos os ritmos impregnados nas canções conversam muito bem entre si, tornando o trabalho do Jesper Munk bastante diversificado, mas, de certa forma, homogêneo; com continuidade.

A introdução de “John's a Man” é simplesmente fantástica! Uma gaita muito da foda com uma distorção na voz do Jesper e uma guitarra ritmada por trás de tudo, marcando muito bem a faixa – dando uma inovação incrível ao álbum, fazendo-o ir para uma trilha inexplorada e inesperada; faixa muito boa, curta, mas totalmente coerente para flertar com esse universo de experimentações.

Pois bem, é um trabalho muito bom para um garoto tão novo. Ficarei de olho em seus próximos trabalhos, tendo em vista que, já em seu debut Jesper Munk conseguiu me impressionar e me prender vários e vários dias no caminho que escolheu percorrer.




Tracklist:
01. Seventh street
02. Hungry for love
03. The everlasting good
04. You won’t see me go
05. John’s a man
06. I love you
07. Our little boathouse
08. Drunk on you
09. Timeless throne
10. Blood or red wine
11. Lady river song
12. Blue shadows

Download: MEGA

One Response so far.

  1. Não conhecia o músico... gostei muito do som. Prova de que, ocorrendo pesquisa, encontra-se muita coisa boa fora do "esquemão" do que está na mídia, enchendo nossos ouvidos de música ruim.

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