terça-feira, 7 de outubro de 2014
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#Porco na cena 44: Circuito Cultural Brasil Diverso - 1º final de semana

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Começou no fim de semana passado em BH, e se estende até o final de novembro, o Circuito Cultural Brasil Diverso, evento cuja finalidade é promover a música nacional em seus mais variados formatos. 

Na programação, que ainda será divulgada em detalhes, constarão oficinas e shows de artistas independentes e consagrados na cenário atual.

Com curadoria de Bart Ramos (tradicional produtor local), as apresentações tiveram como local escolhido a Funarte, espaço intimista da capital mineira que comporta apenas 140 pessoas (fator este que tornam-as ainda mais especiais) e entradas a preços simbólicos (R$ 10,00 inteira).

Lafayette e os Tremendões (sexta), Canastra (sábado) e Acabou La Tequila (domingo) dividiram as atenções na primeira leva de apresentações. O Pignes, representado pela minha pessoa, esteve lá na sexta e no domingo e conta como foram os shows.

Lafayette e os Tremendões

Lafayette e os Tremendões. Foto: Diego Rodriguez
A exímia banda, cuja formação consta Gabriel Thomaz (Autoramas), Renato Martins (Canastra), Melvin (Carbona), Marcelo Callado (Do amor) e Érika Martins, trouxe para CCBD o celebrado repertório com clássicos da Jovem Guarda, tendo como fator principal a presença de Lafayette, tecladista da época e responsável pela sonoridade peculiar do gênero.

A enérgica apresentação, cujo mote principal são as canções de Roberto e Erasmo Carlos, perpassou por vários hinos compostos pela dupla nos anos 60. "Quero que tudo vá pro inferno", "O portão", "As curva da estrada de Santos" e "É proibido fumar" foram algumas das pérolas resgatas, que agradaram em cheio ao pequeno, mas festivo público presente.

Enquanto os rapazes da banda se divertiam tocando, alternado vocais e improvisando covers inusitadas de "Whisky a go go", "Twist and shout" e "La Bamba", coube a Érika Martins esbanjar todo seu carisma. A aniversariante do dia era só sorrisos e animação. Durante a sua performance além de atirar balões público, a mesma foi de encontro a ele, fazendo da apresentação um autêntico karaokê coletivo.

Érika Martins. Foto: Diego Rodriguez
Paralelo ao repertório do Rei, o setlist também contemplou quatro canções inéditas: "Te vejo nos meus sonhos", "Deixa que eu deixo", "Para viver ao seu lado todo dia" e "Eu tenho mil garotas", cuja sonoridade dialoga abertamente com o repertório composto de covers e que deverá sair em breve em formato físico, num segundo álbum ainda a ser lançado.

"Festa de arromba" encerrou os trabalhos em alta, deixando um largo sorriso na platéia presente. Grande noite.                    

Acabou La Tequila


Acabou La Tequila. Foto: Diego Rodriguez
Oriundos da cena underground carioca dos anos 90, o Acabou La Tequila é o que podemos chamar de um autêntico dream team tupiniquim.

Com apenas dois discos gravados (os elogiados Acabou la tequila e O som da moda), a  banda não conquistou grande sucesso durante o curto período de existência inicial, mas foram das raízes deste grupo que músicos como  Kassin, Nervoso, Renato Martins e Rodrigo Barba conquistaram, cada um na sua seara, considerável prestígio no rock nacional durante os anos 2000. Com esta vasta bagagem que a banda carioca debutou em palco mineiro.

Melvin. Foto: Diego Rodriguez
Contando com a colaboração e maestria de Melvin, baixista do Caborna e também do Lafayette em substituição a Donida, o grupo carioca começou a apresentação de forma suave via o reggae "Tranquilo", canção de Renato Martins. A noite seguira efórica numa autêntica mistura de gêneros no qual rock, ska, punk conviveram em harmonia. Os semi hits "Biscoito", "Mais ou Menos" e "Eu era pop" (as duas últimas regravadas pelo Autoramas) vieram e foram intercalados por autênticos hinos independentes tais como  "Flaming Moe" e "Kung Fu", faixa executada durante o bis.

Os problemas técnicos enfrentados por Kassin, que arrebentou 4 cordas (?!) de sua guitarra durante a performance, em nada impediram este histórico momento, que fora presenciado, infelizmente, por um pequeno público na fatídica noite de domingo.            

Por fim, entre idas e vindas, o combo La Tequila promove apresentações esporádicas, de acordo com a agenda de cada um, e, ao que parece, 2014 será o ano em que a banda está no hall das prioridades já que é prometido o lançamento do terceiro álbum, com faixas inéditas e gravações antigas que não viram a luz do dia. Aguardaremos ansiosamente.

Assim termina a cobertura do 1º final de semana do CCBD. Para o próximo final de semana são aguardadas as apresentações de Érika Martins e Autoramas junto a Renato Barros (Renato & seus Blue Caps). E o Pignes, novamente, estará presente. Aguardem. 

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