segunda-feira, 10 de novembro de 2014
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Porco na Cena #46 - Zombie Walk Belém 2014

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Para quem não sabe (se é que alguém não sabe), Zombie Walk é um flash mob, em que os participantes se reúnem caracterizados de zumbis em um determinado local e fazem uma caminhada a partir dele, onde passam por shoppings, parques ou lugares de grande concentração pública. Reza a lenda que a primeira Zombie Walk (ZW) aconteceu na Califórnia (EUA) e outra lenda diz que foi em Toronto (Canadá), em 2003. No Brasil, a primeira Zombie Walk foi em Belém/PA; isto porque aqui, ela ocorreu no dia 29/10/06 (eis uma amostra do "ataque" daquele dia → aqui) e a de São Paulo, no dia 02/11 do mesmo ano. Eu (Ariel) só comecei a participar de 2008 em diante.


No sábado passado (01/11), aconteceu a 7ª edição da caminhada (acredito que não aconteceu em 2010), a qual levou às ruas de BelCity a enorme quantidade de... 14 pessoas! E, sim, eu me dei ao trabalho de contar! Sendo que dessas 14, nem todas estavam caracterizadas. Quando em edições anteriores, contabilizei aproximadamente 50 indivíduos entre zumbis e “vítimas”... Percebo que a ZW vem minguando cada vez mais devido à falta de interesse dos participantes, seja porque as pessoas sofrem daquela doença em que vão envelhecendo e deixando de participar das coisas, ou talvez porque todo mundo é tretado com todo mundo (acredite, em Belém, todo mundo é conhecido, parente ou ex de alguém) ou, sei lá por que... Talvez seja ainda pela pouca divulgação, enfim...
Trajeto ZW 2014
Este ano tentaram fazer a ZW durante o dia, com previsão de saída às 17hrs, mas a caminhada só começou lá pelas 19:30, pelo simples fato de que Belém é tão quente que qualquer coisa que se faça durante o dia parece que você está sendo cozido em seu próprio suor (eu não estou exagerando)! Agora imagine, nesse simulacro do inferno, negos fantasiados de zumbis caminhando por aí sobre o asfalto... É de derreter qualquer massinha Slug!

A concentração ocorreu tradicionalmente no coreto central da Praça da República e seguiu em direção ao Shopping Pátio Belém, onde passamos pelo primeiro andar e fomos “acompanhados” pelos seguranças até à entrada principal. Seguimos à Praça Batista Campos, lugar de corriqueira concentração de famílias adeptas daquele passeio maroto “papai, mamãe e filhinho”, e, por fim, terminamos em frente ao Cemitério da Soledade.
Supermercado Yamada // Shopping Pátio Belém
Praça Batista Campos
Pausa para o descanso // Praça Batista Campos
Fim do Trajeto // Cemitério da Soledade
Geralmente as ZW’s de Belém terminam em uma festa, este ano a organizadora foi a Play No Stop e o espaço utilizado foi do bar e restaurante O Alquimista, cuja localização é ao lado do Cemitério da Soledade. E, ainda ressalto que nessas minhas noites de morcegagem, este foi um dos ambientes mais “requintados” que já fizeram uma festa de cunho goth; cheio de mimos e belos espelhos como decoração, além do cheiro agradável de limpo logo que chegamos, não foi fácil segurar o pavor em imaginar como aquele espaço límpido e imaculado estaria ao término da noite!

A ironia dessas festas pós-ZW é que sempre aparecem negos que não participaram da caminhada fantasiados de zumbis e tudo mais. Nesta Zombie Party tinha até trio de vampiros (com direito a segurarem uma taça macabra e tudo)! Uma figura que chamou muito atenção (pela criatividade, cara de pau e altura – o cara era alto!) e ainda reivindicou o prêmio de melhor zumbi da noite (sim, teve premiação para o zumbi melhor caracterizado) foi a Zombitch (na tradução ficou como “Zumbicha”). A vencedora ganhou o prêmio (que eu não faço ideia do que era), mas quem roubou a cena mesmo foi a Zombitch!
A vencedora de melhor zumbi // Foto de Laís Romano.
Zombitch // Foto de Laís Romano.
A discotecagem ficou por conta de Jonn Noir, Denise Ecoss, Washington Oliveira e Pedrinho Solemn. O Jonn selecionou músicas variadas desde Amy Winehouse até Public Image Ltd (eu devo dizer que na última festa que fui e tocou This Is Not A Love Song, fiquei o resto da semana toooodinha com ela na cabeça!). No setlist da Denise, por sua vez, já era algo mais encorpado; tendo, entre outras músicas, Christine de Siouxsie & The Banshees, Lebanon Hanover com Die World (eu não tenho certeza se era essa música, mas acredito que sim) e, no auge para mim, The Broken Ones do Diva Destruction. Quando o Washington foi discotecar, infelizmente a maior parte do público já havia ido embora, mas os poucos guerreiros da pista ainda foram incendiados quando tocou American Psycho dos Misfits, Bela Lugosi’s Dead do Bauhaus e, principalmente para mim que ainda fui pega de surpresa, Du Hast do Rammstein – as baladinhas de BelCity parecem não ter muito espaço para o segmento Metal Industrial e afins. Quanto ao meu amigo Pedrinho, infelizmente não sei como foi seu set ou se de fato discotecou, pois fui embora logo depois da 4ª ou 5ª música do set do Washington.

A principal atração da noite foi a banda Unchained, a qual é composta por Florindo Ayres (vocal), Michel Cardoso (bateria), Cássio Assis (guitarra) e Henrique Saldanha (contrabaixo). Originalmente tocam covers do Alice in Chains e muito embora eu tenha passado a noite inteira ao lado do Florindo e do Michel, confesso que fui negligente e não sei mais do que isso (prometo que no próximo show deles que eu for, me informarei mais sobre a banda). Por conta da temática da noite, a Unchained fez um especial com covers de Joy Division – com a música Digital –, The Smiths – com um cover sufocador de How Soon Is Now?; acredite, tocar essa música em qualquer festa para mim é quebrar as minhas pernas e me rasgar de lado a lado! –, The Cure – com Lovesong (essa música também quebrou minhas pernas!), Just Like Heaven, Friday I’m In Love e Killing An Arab, esta última, foi incrível o modo como a introdução e cada instrumento (bateria, guitarra e baixo) emergindo a seu tempo, condisseram com a energia do público no momento. A voracidade veio com o Hey ho, let’s go de Blitzkrieg Bop dos Ramones; a Unchained tocou ainda Beat On The Brat e I Wanna Be Sedated.

Florindo, Michel e Cássio // Unchained
Henrique // Unchained
Suellen  e Unchained
Uma situação interessante e espontânea que aconteceu enquanto Unchained se apresentava foi que o microfone destinado ao backing vocal (que, teoricamente seria o guitarrista), acabou por ser um microfone em que qualquer pessoa poderia chegar e cantar junto ao vocalista. Sendo assim, o cover cru (sem teclado) de Enjoy The Silence do Depeche Mode que fizeram, ganhou um vocal feminino. Bem como Zombie do Cranberries, a participante (Suellen) ficou quase como vocal principal enquanto o vocalista da Unchained assumiu a segunda voz! E, a banda encerrou a noite com aquilo que de fato fazem: cover do Alice In Chains com Man In The Box. Nesse momento, ficou evidente o real sincronismo e potencial de Unchained. Como vi em uma resenha sobre a banda por aí: “um som que já poderiam pensar em algo autoral!”.

Por fim, ressalto que outras músicas das bandas tocadas – o Florindo (vocalista) me disse que o setlist era composto por 20 ao todo – acabei não citando por não lembrar mais quais foram (sorry). E espero que tenha sido bem sucedida neste meu primeiro Porco Na Cena, bem como agradeço à companhia e às novas amizades feitas naquela noite. Até a próxima!

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