terça-feira, 9 de dezembro de 2014
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Os Melhores Discos de 2014 por Marcos Alves

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Todo ano nos é dada a árdua tarefa de eleger os melhores discos, revisitar artistas, correr atrás dos lançamentos perdidos, etc.

2014 foi um ano repleto de grandes discos, alguns retornos e ótimos debuts. Dos veteranos do Raveonettes a estréia estrondosa do Far From Alaska, passando pelo Black Metal do Behemoth e o Hip Hop do Run The Jewels, foi um ano agitado musicalmente.

Sem mais divagações, eis a minha lista. Os 15 melhores discos de 2014 em minha opinião e confesso ter sido muito difícil deixar alguns discos de fora.


15) Mark Lanegan - Phanton Radio
Alternative / Grunge / Blues Rock

14) Thurston Moore - The Best Day
Alternative / Experimental

13) Julian Casablancas & The Voidz - Tyranny
Experimental / Indie / Noise

12) Interpol - El Pintor
 Post Punk / Alternative

El Pintor (um anagrama para Interpol) é o quinto disco de estúdio da banda nova-iorquina. Quatro anos após o último lançamento, um disco homônimo, o Interpol retorna com seu Post-Punk característico em seu primeiro disco após a saída do baixista Carlos Dangler, que teve o posto assumido pelo vocalista Paul Banks. El Pintor é o Interpol que conhecemos desde sempre e não é um grande inovador, todavia, se destaca como um dos melhores lançamentos desse ano.
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11) Karen O - Crush Songs
Indie

Se despindo do Dance Punk incontrolável do Yeah Yeah Yeahs, Karen O faz de seu primeiro disco solo um deleite melancólico em lo-fi. São quinze gravações caseiras feitas entre 2006 e 2007, músicas curtas e intimistas que trazem uma estranha sensação de calma e faixas como “Day Go By” e “Body King” te afundam na doce tristeza de Karen.
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10) Far From Alaska - Modehuman
Alternative / Stoner / Grunge / Indie

O disco de estreia do Far From Alaska é definitivamente a melhor coisa a surgir na música alternativa brasileira este ano. O quinteto potiguar apresenta em Modehuman uma sucessão de riffs pesados que remetem diretamente aos anos 90, combinados com uma sonoridade moderna em uma deliciosa ambiguidade que torna este um disco divertido e cativante.
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9) 2:54 - The Other One
Shoegaze, Post Punk

Em uma evolução natural o 2:54 apresenta um trabalho mais elaborado e melhor produzido do que seu debut, homônimo, de 2012. Em canções de cunho mais pop a banda explora mais dos vocais e bateria, deixando o peso e guitarras sombrias do lançamento anterior em segundo plano, o que funciona na maior parte do tempo. Mesmo que o disco deixe em certo momento a impressão de que não vai a lugar algum, é a partir da sua metade que a qualidade aflora e garante a banda um lugar nesta lista.
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8) Run The Jewels - Run The Jewels 2
Hip Hop

A parceria entre Killer Mike El-P rende frutos novamente. O sucessor de Run The Jewels, lançado ano passado, apesar de seguir a mesma linha de seu antecessor, funciona em todos os níveis. Com versos agressivos, músicas bem estruturadas, produção exemplar e participações de nomes como Zack de la Rocha (Rage Against The Machine) Run The Jewels 2 é definitivamente uma obra prima.
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7) Death From Above 1979 - The Physical World
Dance Punk / Stoner / Noise Rock

Dez anos após o lançamento do surpreendente disco de estreia, You’re A Woman, I’m A Machine, o duo canadense retorna com um disco repleto de seu Stoner Rock urgente e dançante, superando as adversidades e surpreendendo os céticos. The Physical World é um deleite para os fãs da Death From Above 1979. Produzido por Dave Sardy, que já trabalhou com Oasis, LCD Soundsystem e Nine Inch Nails, o disco mostra que a banda não perdeu o ritmo e nem mesmo grande lapso temporal entre os lançamentos não os pode parar.
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6) The Raveonettes - Pe'ahi
Shoegaze / Post Punk / Noise Pop

Os dinamarqueses do The Raveonettes são veteranos. Pe’ahi, com esta belíssima capa, já é o sétimo disco do duo. Afundando de vez em sons mais ruidosos e sombrios, Pe’ahi, disco anunciado e lançado no mesmo dia, foi uma grata surpresa. Canções profundas, melancólicas e dançantes marcam este trabalho que merece um lugar de destaque dentro da discografia da banda, bem como entre os melhores lançamentos de 2014.
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5) DZ Deathrays - Black Rat
Dance Punk / Alternative

O Dz Deathrays é uma banda que foi originalmente criada para tocar em festas. A partir desta informação já se pode ter uma noção do que esperar deles. Black Rat é o segundo disco da dupla australiana. Explorando uma sonoridade mais pop e com guitarras mais simples do que o lançamento anterior a banda aposta em refrões mais pegajosos neste trabalho, o que fica bem claro nas duas primeiras músicas de Black Rat. Dois anos após o lançamento de seu explosivo disco de estreia, o Dz Deathrays cresceu, amadureceu, explorou novas sonoridades e mais uma vez lançou um ótimo disco.
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4) Pulled Apart By Horses - Blood
Post Hardcore / Stoner / Noise Rock
Após dois discos de puro post hardcore, punk, noise rock o Pulled Apart By Horses apresenta em Blood, terceiro disco de estúdio, uma tendência muito maior ao Stoner Rock. Surpreendendo os fãs a banda apostou em um estilo novo, mais produzido, com baixo mais presente, renovou seu som e fez um disco poderoso para ser ouvido no máximo. Mesmo um certo estranhamento inicial àqueles que já estavam familiarizados ao som da banda, Blood cresce ao longo de suas 12 faixas em uma produção impecável e mostra uma evolução notável na sonoridade da banda.
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3) Warpaint - Warpaint
Shoegaze / Post Punk / Drem Pop / Indie


Lançado nos primeiros dias de 2014 o disco homônimo é o segundo full lenght das garotas do Warpaint. Transbordando dream pop e shoegaze, Warpaint é um disco muito bem produzido com construções musicais impressionantes e embalados por vocais suaves e melancólicos. A sonoridade que as vezes esbarra no ambiente é marcada pelo baixo da incrível Jenny Lee Lindberg. Warpaint é uma grande viagem em cinquenta minutos que levam o ouvinte a se transportar e perder a noção do tempo ao longo das doze músicas que compõem este lançamento.
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2) Behemoth - The Satanist
Black Metal 


Confesso que nunca fui um grande fã de Black Metal e só baixei este disco porque achei o nome legal e sabia da importância desta banda dentro do gênero. Que ótima surpresa! O riff sombrio de “Blow Your Trumpets Gabriel”, acompanhado por uma bateria, tal como o título da música sugere, anunciavam que algo grandioso estava para emergir. O que acontece em seguida é uma explosão de peso e qualidade musical. Enorme era a minha surpresa ao final de “O Father, O Satan, O Sun” eu, pela primeira vez, me emocionar verdadeiramente com música extrema. Situando o disco historicamente, este é o décimo do Behemoth e o primeiro após o vocalista, Nergal, ter sido diagnosticado com leucemia em 2010.
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1) Royal Blood - Royal Blood
Alternative / Indie / Garage Rock


Durante a maior parte deste ano eu acreditei que The Satanist do Behemoth seria o melhor disco do ano. Então eu conheci o Royal Blood, um duo inglês com baixo e bateria. Essas são as duas coisas que eu mais gosto na música, duos e baixos. 

A banda foi formada ano passado e este é o primeiro disco deles. Após o lançamento do ótimo EP Out Of The Black em março deste ano, foi em agosto que o disco que traz o nome da banda foi lançado. Royal Blood embasbacou crítica e público em um disco de estreia carregado de uma mistura de garage e blues rock.

Impossível não se render a este disco depois da explosão que a bateria da música de abertura, “Out Of The Black”, anuncia. A bateria marcante e pesada dita o ritmo de um disco grandioso e empolgante. Músicas como “Figure It Out”, “Blood Hands” e, a minha preferida, “Little Monster” são um ataque sonoro pra ser ouvido no máximo. 

O Royal Blood surpreende com um disco de estreia poderoso e nos deixa sedentos por mais e mais.
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