domingo, 28 de dezembro de 2014
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Os Melhores Discos de 2014 por Renato Nagano

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Finda-se mais um ano, e nessa época surgem incontáveis listas e tops dos melhores do ano. Esse ano de 2014 foi bem difícil para a maioria de nós deste humilde blog devido a compromissos pessoais e etc, mas no meu caso, a música sempre esteve presente, e tentei acompanhar a maioria dos estilos que eu realmente gosto. Uma falha minha, foi a falta de atenção merecida que eu sempre dispensei aos undergrounds da vida e, confesso, ficou mais mainstream do que eu realmente gostaria.

Fiz um top 15 com grandes medalhões, e algumas coisas surpreendentes até pra mim. Está longe de ser unanimidade, ou até ter alguém que concorde, pois minha visão sobre música sempre foi deturpada e bizarra. Sem mais delongas, segue os discos que mais tocaram no meu fone em 2014.

15) Revocation - Deathless
Technical Death Metal / Thrash Metal


14) Woods of Desolation - At the Stars
Black Metal


13) Taake - Stridens Hus
Black Metal

Sou extremamente fã dessa horda (one man band, diga-se de passagem), e a espera por esse full-lenght não foi em vão. O que Hoest faz sozinho, nem 500 bandas genéricas conseguem fazer, que é um som extremamente característico, denso e o principal, honesto. Sua atmosfera sombria nos congela a alma, e seu vocal visceral é a ponto forte de tudo. Grande destaque pra canção "Orm", com um solo "Bluesero" de guitarra, onde me pegou de surpresa. Seguindo a lógica de lançamentos a cada três anos, esse cd satisfaz os fãs na longa espera por 2017, obrigatório.

Ouça: Youtube


12) Stars - No One is Lost
Dream-Pop / Indie Pop

Pra começar com as surpresas, vos trago Stars. Trabalho totalmente cativante, dançante e alegre. Acompanho o trabalho dessa banda há algum tempo, e o que mais me surpreendeu aqui foi o groove e o instrumental muito evoluido, com clara influencia e usando elementos da década de 80, esse album dá um passo enorme e significativo em relação ao seu antecessor, The North.
Destaque positivo para o single "From the Night", que abre o album e impede qualquer tentativa de trocar o cd.



Ouça: Spotify


11) Rogério Skylab - Melancolia e Carnaval
MPB / Art Rock / Experimental

Rogério Skylab nos brinda com esse excelente disco, que é o segundo album da "trilogia do carnaval", sucedendo "Abismo e Carnaval" de 2012. Trazendo uma roupagem mais "light" e menos agressiva, uma poesia mais comedida e o violão como sua estrela principal, impõe respeito. Destaque aos parceiros Rômulo Fróes, Jards Macalé e Velha Guarda da Mangueira, merece muita atenção, e além de tudo, ser encarado com seriedade, assim como toda sua obra.


Ouça e/ou baixe: Site Oficial


10) Swans - To Be Kind
Experimental / Post-Rock

Esse foi um disco que eu realmente estava com medo de ouvir, com receio de estragar a imagem de perfeição que "The Seer" tinha causado em mim. Mas "To Be Kind" me surpreendeu desde o início da audição, e pasmem, me fez esquecer do seu antecessor. Um disco, que apesar de ser riquíssimo sonoramente, faz tudo com coesão, perfeito. Claro, pouco inferior ao anterior, esse disco mostra a grandeza da banda, e nos faz ter fé na evolução, e esperar algo muito maior por vir.


Ouça: Spotify


09) Mayhem - Esoteric Warfare
Black Metal

Impossível iniciar qualquer conversa relacionada a Black Metal, e não citar essa horda, seja por sua sonoridade, história ou até pelas lendas que ocorreram nesses 30 anos de carreira. Disco extremamente pesado, forte, com os destaques de sempre: Necrobutcher muito seguro e Hellhammer lendário dão suporte a Attila, maduro, com sua melhor performance vocal a frente da banda. Um disco que mostra um Progressive Black Metal bem old school, exatamente o que um fã poderia esperar.



Ouça: Spotify


08) Primordial - Where Greater Men Have Fallen
Celtic Folk/ Black Metal

Sempre fui fã deste quinteto irlandês, desde o soberbo "A Journey´s End", e raramente me decepcionei com o que eles fazem. Com um disco muito sólido, o grande trunfo fica a cargo das guitarras, com riffs impactantes e densos. A atmosfera também é bastante pesada, com arranjos perfeitos. Um ponto fraco, na minha concepção, foi a produção, um pouco suja, e as vezes abafada, mas nada que tire o brilho do trabalho. Grande pedida pra quem curte um folk, longe de ser um masterpiece, mas provavelmente o melhor lançamento do estilo no ano.


Ouça: Spotify


07) Cannibal Corpse - A Skeletal Domain
Death Metal

No 7º lugar nada mais, nada menos que uma das bandas de maior sucesso comercial de death metal da Flórida, e com muito merecimento. O que esperar de um album do Cannibal Corpse? Porrada do inicio ao fim, em 12 canções com a identidade e assinatura do grupo. Corpsegrinder e cia seguem soberbos, sem economizar na paulada, trazem exatamente aquilo que eu, como fã, espero, o cru e insubstituível death de Tampa. Um ponto negativo: mais do mesmo, mantendo-se bem linear e com inovações minimas desde 1995, com a entrada de George Fisher, quem se importa? É Cannibal Corpse.

Ouça: Spotify


06) Bloodbath - Grand Morbid Funeral
Death Metal

Os suecos do Bloodbath entraram nessa lista por acaso. Nunca fui grande fã, tampouco acompanho o trabalho desse grupo, mas me surpreendi positivamente com esse play. No seu quarto full-lenght em 16 anos de carreira, fazem um death bem forte e característico. Grande parcela do sucesso fica a cargo de Nick Holmes, front do Paradise Lost, que é o responsável pelos vocais nesse disco. Com um som mais cadenciado pelos riffs, uma produção perfeita, traz uma cozinha bem segura, mas coadjuvante perante a performance do duo guitarra/vocal. Ótimo album e indispensável para quem curte o gênero, difícil de parar a audição.

Ouça: Spotify 


05) Anaal Nathrakh - Desideratum
Industrial Black Metal / Grindcore



Iniciar um top five sem Irrumator e V.I.T.R.O.L., no meu caso, seria insanidade. Sou fã incondicional desse duo, acho o trabalho deles a coisa mais visceral e crua que caminha pela superfície do metal. Toda vez que ouço esse cd, penso que o trabalho deles, que tem o único intuito de espalhar o caos através do som, é feito com maestria.
Esse album nos traz 11 pauladas, que entram pelo ouvido e querem sair pelo peito, externando as vísceras. Abusando do eletrônico, samplers, screams, mas sem deixar a bateria velocíssima e guitarras extremas, soam direto, potente, doente. É um trabalho indispensável, e fica com a quinta posição no meu humilde top.


Ouça: Spotify


Novembers Doom - Bled White
Death Metal - Doom Metal


Talvez o album mais controverso desse meu top five, mas me identifiquei muito com essa banda de Chicago. Esse quinteto nos apresenta esse nono full-lenght com muita solidez e melancolia. A canção que da nome ao disco me deixou viciado, um refrão muito grudento, e uma variação vocal que me prendeu, e esses elementos perduraram pela maioria das 11 faixas do album. A criação de riffs soturnos parece infindável. A influencia de MDB e Amorphis é extremamente visível, e talvez seja esse elemento que me fez gostar tanto, por ser carente de algumas nuances 90´s que se perderam no Doom nosso de cada dia.
Vale cada segundo das várias audições que com certeza rolará no seu player, se forem simpatizantes do gênero.


Ouça: Spotify


03) Horrendous - Ecdysis
Death Metal


O grande hype desse ano no metal ficou por conta desse disco, figurando em muitos tops por ai, não teve como ficar de fora do meu, pois o trampo é soberbo. Esse power trio americano parece que conseguiu colocar lenha nova num gênero que é muito conservador, e inovar é uma coisa extremamente arriscada nesses casos. Os caras conseguem fazer um som que soa jovial, novo, mas tem um pé lá nos anos 90. Riffs cativantes a dar com pau são o carro chefe desse disco. O ciclope do x-men mumificado na capa, a produção cristalina, a mixagem ultra profissional, fazem tudo soar quase perfeito. Sem preconceito bobo, é talvez o grande lançamento do ano. Nasceu clássico.


Ouça: Spotify


02) Thantifaxath - Sacred White Noise
Black Metal


Esse album mudou todo meu conceito de música no ano, e foi muito dificil coloca-lo em segundo lugar. Oriundo do Canadá, a banda é formada por um trio anonimo, não creditado. Puta jogada de marketing. O desespero já começa na arte da capa, muito linda e simplória, perfeita fotografia. A sonoridade é pesada e clássica, nada de diferente do que já foi feito, mas o trivial é feito de forma perfeita. Tudo soa em completa harmonia. A sujeira da produção, o timbre das guitarras e o abafamento da cozinha soam clássicos, mas de maneira única, o que prendeu minha atenção. É um disco longo, arrastado, perturbador, que toma o ambiente com solidão e desespero. Grande lançamento, lindo e podre.


Ouça: Spotify


01) Trenchrot - Necronomic Warfare
Death Metal


Ao ouvir esse disco, e vislumbrar um possível top de fim de ano, esse já entrou como certeza de primeira colocação. Que disco foda, que riqueza, que sonoridade. Se tivesse sido lançado no inicio dos anos 90, seria certamente um clássico, mas atrasado alguns anos, será um clássico daqui a 20 anos. Old School, é a unica coisa que me vem a cabeça ao ouvir todas as 11 faixas do cd. Tudo é perfeito, guitarras estupendas, vocal gutural clássico, cozinha coesa, perfeita, galopante. Capa que nos leva aos primórdios do Dethão americano. Poderia ficar aqui por 20 linhas babando ovo desse quarteto americano, mas deixo o link pra ouvirem por conta própria e tirarem as conclusões. Banda preferida do ano, e digo mais, há muito que não ouvia coisa tão fina assim, me dando uma nostalgia de uma época que não vivi. Masterpiece
Fecho meu top, apesar das bizarrices, espero que gostem.

Ouça: Spotify

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