terça-feira, 2 de dezembro de 2014
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Os Melhores Discos de 2014 por Forbidden (ou o Forba)

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2014 foi o ano mais mortífero das últimas décadas mas nem por isso o ignes está morto: estamos de volta com mais um top 2014. Só que depois de tantos anos fazendo tops conjuntos, decidimos dessa vez deixar a escolha mais particular e abrir horizontes pra tantos e tantos discos que acabavam não aparecendo na lista final, mas estavam encravados nos corações de membros do blog. Começando hoje, e ao longo das próximas semanas, postaremos nossos top 2014 individuais e com isso esperamos abrangir os mais diversos estilos e vibes que compõe nosso maravilhoso blog. E quem começa sou eu, Forba, o membro mais ancião desta casa.

O formato é simples: um top 15 com destaque para o "pódio". Sempre é desnecessário lembrar: a escolha é pessoal e a ordem não faz tanta diferença. Só queremos fazer o que sempre fizemos, divulgar pra mentes como as nossas aquilo que achamos genial.

Pois então, comecemos.





15) Novembers Doom - Bled White
Doom/Death Metal

14) Alcest - Shelter
Shoegaze

13) Aesthetic Perfection - 'Til Death
Dark Electro / Futurepop

12) Boris - Noise
Drone/Experimental/Noise/Stoner

Esse ano o Boris surpreendeu por não tentar surpreender. E assim, acabou fazendo um disco absurdamente sólido, cativante, melancólico e intenso. Heavy Rain está entre as melhores faixas de 2014 e só ela já garantiria o posto de Noise aqui. Mas o disco é muito mais que isso, muito mais insano, muito mais denso, muito mais pesado. Um dos melhores discos do Boris na fase mais recente.

Ouça: Spotify

11) Woods Of Desolation - As The Stars
DSBM

Woods Of Desolation é uma banda poderosa demais em mexer com nossas emoções pra passar despercebida com um álbum. As The Stars não tem nada de diferente dos outros releases da banda, mas é puramente emocional de uma maneira tão intensa que causa uma marca de melancolia no ouvinte, mesmo o mais distraído e menos surpreso. E quando eu pensava que todos os riffs com feeling do DSBM tinham acabado, esse disco mostrou que ainda existe um monte.

Ouça:


10) Bethlehem - Hexakosioihexekontahexaphobia
Post-Black Metal

Jürgen Bartsch e Guido Meyer de Voltaire fazem desse disco de nome gigante um álbum extremamente grudento, pesado, violento e sombrio como nenhum outro foi em 2014. Se não é mais o Black Metal suicida de antes, o Bethlehem de 10 anos depois do Mein Weg tem riffs que não negam o passado da banda mas revelam maturidade em todos os pontos. Sem pecar pelos excessos, sem abusar dos vocais esguelados ou da atmosfera abrasiva, o disco é homogêneo, sólido e cativante. E ainda tem uma faixa cheia de guturais e tremolos, dando uma saudadinha do Dictius Te Necare. Certamente perto de discos como o do Panopticon ou o Rome, este não tem a mesma profundidade ou atmosfera. Mas é incrivelmente competente em ser simplesmente o que se propõe a ser. E é por isso que tocou mais que os outros no meu radinho.

Ouça: Spotify


09) Vallenfyre - Splinters
Death Metal

Apesar de o Bloodbath ter sido tietado até não poder mais com o rótulo de "melhor super grupo do Death Metal de todos os tempos", Vallenfrye apareceu pra insistir com o contrário. Liderado por Gregor Mackintosh do Paradise Lost e contando com Hamish Glencross ex-My Dying Bride, além do lendário Adrian Erlandsson, baterista do At The Gates (e de mais uma penca de bandas espetaculares), o que temos aqui não é um Death Metal para ouvidos modernos, e sim um Death calcado na vibe Doom do início dos anos 90. Exatamente o que era para se esperar desses caras, e é incrivelmente bom, direto e pesado. Reinventar a própria sonoridade assim é um caso absolutamente raro.


Ouça: Spotify

08) Panopticon - Roads To The North
Black Metal

O que o Cascadian Black Metal ainda precisava o Panopticon fez nesse disco. Ser completamente impresível. De faixa instrumental no banjo a trechos completamente nórdicos, gelados e intensos de um Black Metal furioso, o Panopticon faz todas as diferenças soarem harmoniosas e nós esperarmos qualquer coisa vir no próximo acorde. E sem tirar a mão um segundo no peso. Outro disco que é impossível ouvir inteiro sem sair da experiência pelo menos um pouquinho transformado.

Ouça: Spotify

07) Thou - Heathen
Sludge Metal

Thou já não precisava provar nada à ninguém quando lançou Heathen, mas conseguiu provar que nunca será cansativo. Seja por ser incrivelmente competente em fazer mais do mesmo ou por ser maravilhoso em surprender sutilmente aqui e ali, Heathen é um petardo sujo e pesado resumindo em pouco tempo tudo que o Sludge Metal deveria ser. É uma aula, uma referência.

Ouça: Spotify


06) Wolves In The Throne Room - Celestite
Atmospheric/Ethereal

Eu não esperava gostar tanto nem ouvir tanto Celestite quando eu gostei e ouvi em 2014. As vibes etéreas do disco, minimalistas que fossem, foram épicas o suficiente pra me cativar durante o ano todo. Provou que não era preciso ser tradicional pra se ter a mesma intensidade do Black Metal, inclusive não era preciso nem guitarras pra isso. Nem baterias. Nem vocais. Nem nada. Aliás, aí que está: nada representou melhor a ausência de tudo quanto Celestite. E muitas vezes é exatamente disso que a gente precisa. Um espaço enorme vazio pra a gente pensar, e não que enfiem coisas na nossa cabeça. Wolves In The Throne Room foi magistral nisso, doa em quem doer.

Ouça: Spotify

05) Rome - A Passage To Rhodesia
Neofolk

Eu sou apaixonado pelo Rome e pelo Neofolk, e as duas maiores razões disso são o apelo ao mesmo tempo escapista, político, abstrato, histórico, fantasioso e biográfico do estilo e da banda. E quando isso tudo está centrado num vocal aveludado, um instrumental que não tem medo do eletrônico em conjunção com um abuso do analógico, nada pode dar errado.

Ouça: Spotify

04) Martyrdöd - Elddop
D-beat/Crust/Hardcore

Chega um ponto na vida de um metalero que ele tem que decidir se ele quer ouvir Doom ou Death Metal, Hardcore Punk ou Black Metal. Aí ele descobre Martyrdöd e nunca mais se questiona disso. Elddop é tão absurdamente mesclado em termos de gênero que chega a ter um acervo de riffs ecléticos. Mas o peso, a velocidade e os vocais rasgados são originais e o sueco sendo berrado insandecidamente não tem igual. 2014 foi um ano onde meus ouvidos não foram tão seduzidos pelo Crust quando eu fui em 2013, mas Martyrdöd conseguiu me fazer lembrar como isso é bom.

Ouça: Bandcamp // Spotify 


03) Nachtmahr - Feindbild
EBM/ Industrial



Thomas Rainer é um compositor incrível e cada vez mais sua principal fonte de foderosidão está no Nachtmahr e não no L'ame Immortelle. Ainda mais intenso e cativante que nos discos anteriores, a corrosão dá lugar ao feeling enquanto as batidas industriais continuam intactas e perfeitas. Todas as faixas são homogeneamente viciantes mas I Hate Berlin Parasit são impossíveis de ignorar. Que vibe, que vocais, que instrumental. Feindbild é simplesmente o melhor disco do Nachtmahr, que só tem discos incríveis.

Ouça: Spotify

02) Triptykon - Melana Chasmata
Death/Black Metal


Sempre fui mais fã do "novo" Celtic Frost que de tantas outras bandas veteranas ainda no mercado, principalmente por que mesmo mudando de estilo a banda ainda tinha uma vibe extremamente sombria. Triptykon é exatamente isso, só que mais rápido, mais violento, mais experimental, mais moderno e mais maravilhoso. Simplesmente Tom Warrior é absurdamente genial em tudo que toca e dá outro tom aos projetos paralelos e reuniões de bandas clássicas. Dele sim pode-se sempre esperar algo novo e fantástico. Mas aqui tem muito mais que Tom Warrior, a guitarrista do Dark Fortress, V. Santura, usa e abusa de vocais femininos rasgados da melhor qualidade e o instrumental tem uma vibe notóriamente old school, ainda que numa roupagem que aceite experimentações diversas. Que porrada Melana Chasmata foi em 2014. Doeu.

Ouça: Spotify

01) Horrendous - Ecdysis
Death Metal



Ecdysis consegue bizarramente ser Avant-Garde e Old School ao mesmo tempo. E a fórmula pra isso foi inventada nos anos 80, por uma banda desconhecida e pouco influente chamada Death. Calcados nisso, o Horrendous conseguiu criar os riffs mais absurdos de 2014 e a vibe mais intensa que eu escuto em muito tempo. Tudo é surpreendente, novo e cativante, e achar isso no Death Metal depois de tanto é incrivelmente bom. Depois do Ulcerate me atropelar ano passado, Horrendous mantém a vibe que o Death Metal precisava. E a capa? A melhor do ano também, de longe. Simplesmente assim Horrendous fez o disco mais sensacional de 2014 pra mim.

E olha, foi até bem fácil escolher.

Ouça: Spotify


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