quarta-feira, 1 de abril de 2015
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Porco na cena #51 - St. Vicent / Robert Plant em BH

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Realizado em solo brasileiro desde 2012, o festival Lollapaloza tem como principal fator trazer em seu line up uma gama de artistas dos mais variados gêneros. Paralelas as gigantescas edições do evento que ocorrem em São Paulo no mês de março, a cidade do Rio de Janeiro era até então a única a receber parte das grandes apresentações. 

Porém, com a mudança no mercado de shows outras praças se tornaram parte da rota de shows internacionais. Desta feita, as tradicionais Lolla parties (agora Lollapalooza edition), chegaram à cidades como Brasília e Belo Horizonte.

Entre os dias 25 a 27 deste mês a capital mineira recebeu no Chevrolet Hall apresentações de Bastille, Foster The People, Skrillex, Major Lazer, Dillon Francis, St. Vicent e Robert Plant. As duas últimas ocorreram na última quinta-feira e foram históricas. O Ignes Elevanium esteve lá e conta como foi.

St. Vicent. Fonte. Ricardo Bello (Revista de Cultura)

Liderada pela garota prodígio Anne Clark, a banda St. Vicent tinha a difícil missão de ser a banda de abertura numa noite onde grande parte do público estava presente para assistir a atração principal. E completou a árdua missão com louvor.

Em 50 minutos intensos de apresentação a cantora conquistou platéia de roqueiros ortodoxos da velha guarda. Se visualmente Clark já chama atenção pela vestimenta futurista, suas canções, uma mistura de rock e bases eletrônicas com ares oitentistas, foram faixa a faixa conquistando a atenção dos presentes. Dona de uma performance eletrizante, Clark se arriscou em coreografias e tocou de maneira pungente a sua guitarra como uma autêntica front woman. 

O curto set, composto de nove canções, privilegiou o seu mais recente álbum (o elogiado St. Vicent). São do mesmo a desengonçada "Bring me your loves", a dançante "Digital Witness", a robótica "Rattlesnakes" e a acelerada "Birth in reverse" que encerrou de maneira brilhante a apresentação.   

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Robert Plant. Fonte: Fernanda Carvalho (O tempo
Quase três anos após a primeira passagem, Robert Plant e sua soberba banda de apoio (a The Sensational Space Shifters) retornaram à Belo Horizonte. Se na passagem anterior houveram saudosistas que reclamaram da apresentação, compostos por canções obscuras, desta feita não houve espaço para deméritos: os clássicos do Led Zeppelin estavam lá.

A apresentação teve um set dividido em três vertentes: a começar pelos hinos do Zeppelin ("Black Dog", "Going to California", "What is and what should never be", "The lemon song", "Whole lotta love" e o encerramento com "Rock and Roll") que mesmo repaginados, com ares eletrônicos e influências da música africana, garantiram momentos de catarse do grande público presente que lotou a casa.

Já a ala dos covers foi representada por "Baby I'm gonna leave you" (Joan Baez)  "Spoonful" e "I just wanna make love to you" (ambas de Willie Dixon), "Nobody's fault but mine" (Blind Willie Johnson) e "Fixin' to die (Bukka White), canções que conviveram  em plena harmonia com repertório próprio presente no seu mais recente disco Lullaby and... The Ceaseless Roar ("Rainbow", "Little magie" e "Embrace another fall"). 

Se agudos de outrora não são mais alcançados, Plant não decepciona pois sua performance enérgica e o seu carisma seguem intactos.    

Por fim, somadas as qualidades desta mágica apresentação as mesmas resultam numa autêntica aula sobre blues, folk e rock, ministradas por um dos melhores professores do gênero.

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