quarta-feira, 11 de novembro de 2015
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Julgue o Disco pela Capa - Volume 08

1 comentários
Mesmo não sendo nem de longe um grande entendedor do universo Harry Potter e tão pouco ter lido qualquer obra de J.K. Rowling, um dos elementos cinematográficos que mais me chamavam atenção eram as fotos animadas nos jornais e panfletos, ou mesmo os quadros. Estes últimos demonstrando não ser apenas um meros Graphics Interchange Format (GIF), mas sim possuindo "vida".

Mas o que isso tem haver com este post? Bom, ocorre que o cidadão que atende pela alcunha de JB dono do Tumblr jbetcom's music, teve a feliz ideia de animar algumas capas de discos e, após publicá-las na internet, contou com todo o estímulo necessário para continuar sua jornada, hoje divulgando em seu blog algumas dezenas de encartes que se movimentam. Tudo bem que, como as imagens originais não foram criadas com esse propósito, o resultado é limitado, mecânico e as distorções são inevitáveis, portanto diferente daquilo que vivenciamos nas manchetes do The Daily Prophet. Porém nada disso ofusca a astúcia criativa de JB, nos apresentando uma experiência diferente, ou ao menos um adicional aos discos que já gostávamos.

Vasculhei completamente o blog do artista e montei uma pequena seleção das minhas gifs favoritas — e não escondo que o fato de gostar das músicas em si influenciaram nas escolha:




Blur - Modern Life is Rubbish (1993)

Blur, ao lado de Suede e em seguida Oasis e Pulp, está entre as bandas primogênitas da cena britpop, sendo seu Modern Life is Rubbish por vezes considerado o pontapé inicial disso tudo — obviamente sempre existiu e sempre existirá divergência sobre quando uma cena pontualmente surgiu.
É interessante notar que, mesmo após um hiato entre 2003 e 2008, ou mesmo a existência da banda desde 1988 (sou um mês mais velho que ela), ela continua com a mesmíssima formação, o quarteto Damon Albarn (vocal, teclados), Graham Coxon (guitarra, backing vocal), Alex James (baixo) e Dave Rowntree (bateria).
Os caras lançaram esse ano o The Magic Whip, seu oitavo disco.



Cannibal Corpse - Butchered at Birth (1991)

Este é o segundo álbum do Cannibal Corpse e como pode ser notado, um dos grandes destaques do disco Butchered at Birth é o encarte, neste caso transmitindo não apenas um sentimento de repulsa, como também curiosidade e um tanto de carisma — ou isso seja meramente meu gosto por essa arte (minha favorita do CC) distorcendo as coisas.
O artista por trás desta e de várias artes do Cannibal Corpse é Vincent Locke (os fãs podem dizer se são todas), que também esteve envolvido com algumas HQs, entre elas Batman e The Sandman, por exemplo.
Eu só sei que definitivamente gostaria desse disco no formato animado.



The Smashing Pumpkins - Mellon Collie and the Infinite Sadness (1995)

Enquanto Billy Corgan, único integrante original do Smashing Pumpkins, decide se o lançamento esperado para esse ano Day for Night será a despedida da banda, é interessante mostrar aos novos possíveis ouvintes a grandeza dos primeiros trabalhos da banda, que ainda contavam com D'arcy Wretzky (baixo, backing vocals), James Iha (guitarra, backing vocals) e Jimmy Chamberlin (bateria) e juntos faziam um som incrível e alternativo, com vastos elementos resultando em variadas sonoridades, como, ou próximo do: grunge, dream pop, shoegaze e até heavy metal.
Não descreverei o disco, mas indicarei algumas das minhas faixas favoritas: A popular "Bullet with Butterfly Wings"; a melancólica "1979"; a dobradinha barulhenta "Jellybelly" e "Zero" e um pouco de romantismo com "By Starlight".




Stratovarius - Fright Night (1989)

Pois é, nunca neguei respeitar meia dúzia de bandas de power metal — ou seja, não gosto da maioria a qual me obriguei a ouvir e tão pouco tenho me dedicado a ouvir um novo álbum sequer — e uma delas é Stratovarius. Mesmo possuindo influência de Helloween, por exemplo, no seu debut Fright Night a banda já havia instaurado o metal progressivo, um pouco mais tímido que nos álbuns posteriores, mas o suficiente para não se parecer tanto com outras centenas de álbuns de heavy metal naquela época prolífera. Infelizmente a banda caiu num limbo feito de chatice, assim como 99% das demais bandas do gênero soam pra mim. É triste, e insuportável eu diria, ouvir algo deles após Intermission, de 2001. A banda perdeu seu charme e todo aquele bom uso dos teclados, uma de suas marcas registradas  — e essa fase genérica é visível até mesmo nos encartes.



Autopsy - Tourniquets, Hacksaws and Graves (2013)

A verdade é que não havia sacado este disco, mas como a animação é uma das que mais gostei, me senti coagido a apreciá-lo. Além do mais, coincidentemente, o disco é apresentado no filme Deathgasm (2015) que resolvi assistir essa semana.
Assim como Blur, Autopsy também é uma banda importante para a cena musical, no seu caso a death metal, pois desde sua formação em 1987 se tornou uma das mais influentes bandas do gênero. Seu som carregava nítidas heranças do debut de Death, Scream Bloody Gore (1986), do qual Chris Reifert fez parte antes de se desligar e fundar a Autopsy, somando agressividade com a temática gore, da qual é considerada pioneira.
Sobre Tourniquets, Hacksaws and Graves: está um petardo. Manda bala.



Public Enemy - It Takes a Nation of Millions to Hold Us Back (1988)

É difícil dizer quais músicas não soam icônicas no disco It Takes a Nation of Millions to Hold Us Back do grupo de hip hop estadunidense Public Enemy. Lançado em 1988 o disco ainda contava com uma grande formação, além dos atuais Chuck D, Flavor Flav, Khari Wynn, DJ Lord e Professor Griff, e que hoje são reconhecidos MCs, DJs, produtores e por aí vai.
Como It Takes a Nation of Millions to Hold Us Back é o segundo álbum do grupo, espere por composições com fortes críticas sociais e um conteúdo político. além do ritmo mais acelerado que o primeiro, Yo! Bum Rush the Show (1987).
É um material dinâmico, sonora a liricamente, com fortes influências do funk.



Sepultura - Arise (1991)

É redundante dizer o quão foda e importante é Sepultura e seu grande disco Arise para o heavy metal e até além, incluindo o respeito e orgulho nacional que essa obra representa.
Arise é brutal como os discos anteriores, explodindo em thrash e death, mas modernizando seu som, trazendo alguns elementos ainda não vistos em suas músicas, incluindo a percussão, tornando-o mais latino.
Apesar das novidades, Arise está relativamente distante de Roots, por exemplo, que é muito grooveado, experimental e abrasileirado.
Enfim, é bom lembrar que é audição OBRIGATÓRIA!


Outros exemplos:



One Response so far.

  1. Muito bom o post.
    Ótima a ideia de animar as capas.
    Agora para todas que eu olho fico imaginando como seriam animadas. ;)

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